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AP Photo/Efrem Lukatsky
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Estava certo em convocar o referendo sobre Brexit, defende ex-premiê Cameron

Conservador disse que se não tivesse solicitado a votação, o problema teria envenenado a política do país por anos

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 15h11

LONDRES - Enquanto o Reino Unido dá início ao processo de saída oficial da União Europeia (UE) - Brexit -, o ex-primeiro-ministro David Cameron defende sua decisão de ter convocado o referendo para decidir o assunto, que foi realizado em junho de 2016 e culminou no voto favorável à saída do bloco.

“Pensei que era certo convocar o referendo porque esse problema teria envenenado a política britânica por anos. A votação teria sido prometida e não realizada”, disse Cameron durante visita à Ucrânia na quarta-feira 29, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

O ex-premiê havia se comprometido a solicitar a votação sobre o Brexit se fosse reeleito nas eleições de 2015, mesmo sendo contrário à saída do Reino Unido da UE. “Fiz uma promessa de convocar o referendo. Acho que foi a coisa certa a se fazer.”

Mais de 17 milhões de pessoas votaram a favor do Brexit, o que corresponde a 52% dos votos contra 48%. Com isso, Cameron anunciou que iria renunciar ao seu cargo. “Convocamos o referendo e, claro, o resultado não foi o que eu esperava”, disse o político. “Mas foi decisivo e é por isso que hoje (a primeira-ministra britânica) Theresa May está correta em seguir para o próximo passo para garantir que o desejo das pessoas seja cumprido.”

De Kiev, Cameron afirmou que a cooperação em termos de segurança permanece. “Espero que possamos sair da União Europeia, mas que continuemos assumindo parte em cooperação em segurança e outros setores para reconhecer que enquanto deixamos a UE, não deixamos a Europa. Não estamos desistindo dos valores europeus.”

Mas a separação não deve ser um trauma emocional. Cameron insistiu: “O Reino Unido sempre foi um pouco relutante e um membro incerto do bloco. Estávamos na UE mais por motivos de utilidade do que emoção. Estávamos lá pelo comércio, pela cooperação e pensei que fosse certo ficar porque eu queria mais relações comerciais e ainda mais cooperação."

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