Estônia: é impossível medir impacto de sanções à Rússia

O ministro de Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet, afirmou que é "completamente sem sentido" tentar estimar o impacto que uma possível sanção econômica ampla contra a Rússia teria sobre o pequeno país báltico e pediu que o Ocidente melhore a segurança energética.

AE, Agência Estado

18 de março de 2014 | 13h34

"Tendo em vista que a Rússia age como um agressor, dúvidas foram levantadas sobre um possível embargo à venda de armas", disse Paet, sem informar quanto as sanções poderiam custar à Estônia, que envia 10% de suas exportações para a Rússia.

Segundo Paet, ainda não foi discutido em detalhe como as sanções econômicas poderiam influenciar certos países ou empresas por causa de seus laços econômicos com a Rússia, mas não se pode excluir a possibilidade de um pedido de compensação.

Quando perguntado se os países bálticos serão a próxima fase da expansão russa, Paet disse que tais preocupações são prematuras e apontou para a associação da região à União Europeia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como razões para manter a calma.

Paet declarou que o Ocidente precisa aumentar sua presença no leste da Ucrânia depois de ter se atrasado nisso com relação à Crimeia e disse que existe necessidade de uma maior diversificação energética.

A Estônia é dependente da Rússia para a maior parte do gás natural que consome. "Não sei quantos alertas o Ocidente precisa para entender que temos de aumentar a segurança energética", afirmou. "Nós precisamos de conexões de gás e eletricidade dentro da Europa (...) O gás não pode fluir apenas da Ucrânia para a Europa, mas também no outro sentido", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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