REUTERS/Ints Kalnins
REUTERS/Ints Kalnins

Estônia elege primeira presidente mulher

Kersti Kaljulaid, representante da Estônia no Tribunal de Contas da União Europeia, foi eleita após receber o apoio da maioria do Parlamento

O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2016 | 17h03

RIGA - Kersti Kaljulaid, representante da Estônia no Tribunal de Contas da União Europeia (UE), se transformou nesta segunda-feira, 3, na primeira mulher eleita presidente do país báltico, após receber o apoio da maioria dos deputados do Parlamento.

Kersti, de 46 anos e única candidata ao cargo na sessão extraordinária realizada no Parlamento estoniano, recebeu 81 votos, acima dos 68 necessários para ser designada chefe do Estado.

A eleição ficou mais uma vez nas mãos do Parlamento depois que a Câmara realizou três votações fracassadas no fim de agosto e após o colégio eleitoral formado por 335 membros também não ter conseguido escolher, em duas votações em setembro, um substituto para o social-democrata Toomas Hendrik Ilves, que deixa o cargo após o máximo legal de dois mandatos.

As votações anteriores contaram com reconhecidos e populares políticos estonianos, como o ex-comissário europeu Siim Kallas e a ex-ministra de Relações Exteriores Marina Kaljurand, que renunciou em setembro para lutar pela presidência do país. Mas nenhum deles conseguiu a maioria necessária e todos decidiram não concorrer nesta última tentativa.

Kersti Kaljulaid é uma figura relativamente desconhecida que trabalhava até agora no órgão da UE encarregado de controlar e monitorar a utilização dos fundos europeus. Ela foi indicada no domingo por 90 dos 101 membros do Parlamento e apoiada pelos principais partidos políticos do país.

Nos anos 2000, Kersti fez parte do partido político União Pró-Pátria, que antecedeu o atual partido conservador União Pró-Pátria e Res Publica. 

A candidata eleita descreve a si mesma como uma conservadora liberal, já que apoia políticas econômicas conservadoras, mas tem um ponto de vista liberal em matéria social.

Kersti se formou como bióloga antes de realizar um mestrado em administração de empresas, trabalhou no setor de telecomunicações e bancário, e foi assessora do governo estoniano e comentarista política em rádio antes de começar a trabalhar no Tribunal de Contas europeu em 2011.

Analistas políticos estonianos comemoraram a nomeação de uma candidata "não política" para pôr fim a um processo que estava se tornando um constrangimento para o sistema político do país.

Kersti é casada e tem dois filhos com seu atual marido, Georg-Rene Maksimovski, além de outros dois de uma relação anterior. / EFE

 

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