Estrada cumprirá prisão domiciliar

Ex-líder filipino foi condenado à perpétua por corrupção

REUTERS E EFE, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

Manila - Condenado ontem cedo à prisão perpétua por um tribunal anticorrupção, o ex-presidente das Filipinas Joseph Estrada foi autorizado pela Justiça a retornar à sua casa em Tanay, nos arredores de Manila, onde cumpre prisão domiciliar desde 2004. O tribunal deu a ele 15 dias para recorrer da decisão na Corte Suprema.Estrada, de 70 anos, é acusado de ter desviado cerca de US$ 80 milhões antes de ser forçado a deixar o cargo durante uma revolta apoiada pelo Exército, em 2001. A investigação judicial contra ele começou logo depois.Ex-astro de cinema, Estrada qualificou a sentença de "uma decisão política".A segurança foi intensificada na capital, mas o temor de que a sentença provocasse protestos maciços mostrou-se infundado. Apenas algumas centenas de manifestantes pró-Estrada protestaram contra o resultado do julgamento.Estrada foi absolvido da acusação de perjúrio, mas foi condenado por duas das quatro acusações de corrupção: receber suborno por jogo ilegal e aceitar comissões na venda de ações de fundos de pensão do governo.Um dos personagens mais pitorescos da política filipina, o período em que Estrada esteve na presidência foi marcado por decisões políticas adotadas após noites de bebedeiras, jogatina e em meio a inumeráveis histórias sobre amantes, filhos ilegítimos e esbanjamento de dinheiro - segundo seus opositores.Ele só foi superado pelo ex-presidente Ferdinand Marcos (1966-86), cujo governo foi marcado por corrupção, nepotismo e repressão política. Marcos foi acusado de ter desviado bilhões de dólares.

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