Estrangeiro na França deverá assinar termo contra burca

Os estrangeiros que entrarem na França precisarão assinar um contrato reconhecendo que vestir o véu islâmico completo está proibido, afirmou hoje a ministra das Famílias, Nadine Morano. A cláusula "sem burca" e uma segunda provisão rejeitando a mutilação genital feminina deverão ser adicionadas ao "contrato de integração", exigido desde 2007 às pessoas que estão entrando no país.

FILIPE DOMINGUES, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2010 | 19h53

O governo está propondo legislação que restringirá a utilização do véu que cobre o rosto de algumas mulheres islâmicas, depois que um relatório do parlamento pediu, no mês passado, a proibição da burca em todas as escolas, hospitais, escritórios do governo e meios de transporte públicos. Morano declarou que o contrato voltado a estrangeiros que chegam ao país já define que são banidos na França o casamento forçado e a poligamia, porque "a igualdade entre homens e mulheres é um princípio fundamental da sociedade francesa". A ministra disse aos franceses, via rádio, que "o mesmo vale para o véu completo", por isso deveria ser inserido na determinação.

Ela planeja propor as mudanças em uma conferência a ser realizada amanhã, convocada pelo governo para avaliar o debate de três meses sobre identidade nacional, que expôs temores a respeito da imigração e do Islã. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Françaburca

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.