EFE/POLICÍA NACIONAL DE CAMBOYA
EFE/POLICÍA NACIONAL DE CAMBOYA

Estrangeiros presos no Camboja por 'danças pornográficas' negam crime

De acordo com advogado de defesa, os turistas - cinco britânicos, dois canadenses, um norueguês, um neozelandês e um holandês - admitiram o 'uso de roupas sexy', mas rejeitaram as acusações; se condenados, eles podem receber pena de um ano de prisão

O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2018 | 11h16

PHNOM PENH - Os dez estrangeiros detidos na quinta-feira na cidade cambojana de Siem Reap por "músicas e danças pornográficas" admitiram que participaram de uma festa usando roupas íntimas, mas negaram as acusações de pornografia, indicou nesta terça-feira, 30, seu advogado.

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Os estrangeiros, cinco britânicos, dois canadenses, um norueguês, um neozelandês e um holandês, foram detidos em uma casa nesta cidade, próxima ao templo Angkor. Eles podem receber pena de um ano de prisão caso sejam condenados por pornografia.

Com idades entre 19 e 31 anos, eles admitiram ter usado "roupas sexy", mas rejeitaram as acusações atribuídas a eles, segundo o defensor. "Eles não mostraram imagens pornográficas, nem mostraram seus órgãos genitais", explicou.

O policial Duong Thavry afirmou no fim de semana à agência France-Presse que alguns dos detidos eram expatriados e outros turistas que estavam no Camboja há vários meses. "Atuamos contra eles porque cometeram atos contrários a nossa cultura", disse. 

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As autoridades cambojanas desejam moralizar o comportamento dos turistas perto dos templos de Angkor.

O complexo de Angkor, maravilha da arquitetura khmer do século 12, tem mais de 100 templos e representa o principal destino turístico deste país do sudeste asiático.

Em janeiro de 2015, duas irmãs americanas e três turistas franceses foram expulsos do Camboja depois que tiraram fotos nus em um dos templos de Angkor. Foram condenados a seis meses de prisão com suspensão condicional da pena e ficaram proibidos de visitar o país por quatro anos. / AFP

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