Estratégia em relação ao Irã divide a Casa Branca

Os EUA passam a unir suas forças com União Européia, Rússia e China para pressionar o Irã a suspender as suas atividades de enriquecimento de urânio

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

A Casa Branca está sendo o palco de um intenso debate sobre a estratégia a ser seguida pelos Estados Unidos na polêmica nuclear iraniana, tendo de um lado os defensores da solução diplomática e de outro os que pressionam pela opção militar, informou o jornal "The New York Times".A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, enfrenta os poucos "falcões" que restam na Administração, diz o site do jornal.As principais resistências à via diplomática partem do escritório dovice-presidente, Dick Cheney.Citando fontes próximas às discussões, o "NYT" explica que assessores de Cheney pressionam para que a opção de atacar militarmente as instalações nucleares iranianas seja considerada com mais atenção.Há um ano, o presidente George W. Bush anunciou ao lado de Rice uma nova estratégia. Os EUA passaram a unir suas forças com União Européia, Rússia e China para pressionar o Irã a suspender as suas atividades de enriquecimento de urânio.Nesse período, "o Irã instalou mais de mil centrífugas para enriquecer urânio", afirma o site. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acredita que o país poderá contar com cerca de 8 mil centrífugas em funcionamento até o fim do ano. A perspectiva pesa no debate na Casa Branca.Muitos acham que Bush deveria avisar aos líderes iranianos que não permitirá avanços na área, deixando claro que a opção militar contra suas instalações está em estudos. Rice, no entanto, está mais convencida do que nunca de que a opção diplomática é a única possível e que um ataque seria um desastre, segundo o "New York Times".

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