Estrategista de McCain mantém promessa sobre Obama e renuncia

Um importante assessor docandidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain,anunciou na terça-feira sua renúncia ao cargo a fim de manteruma promessa de não fazer campanha contra o democrata BarackObama. Mark McKinnon, encarregado das mensagens de propaganda dacampanha de McCain, disse que ainda apóia o senador do Arizona,mas que agora deixaria de ser um participante ativo da campanhadele para tornar-se um mero torcedor. "Ainda estarei por aqui, de vez em quando, com o meu chapéuda sorte", afirmou McKinnon, que costuma usar um chapéucaracterístico. O ex-assessor, que desempenhou um papel importante nas duasvitórias eleitorais do presidente George W. Bush, expressouadmiração por Obama e prometeu não fazer campanha contra opré-candidato, que lidera a corrida pela vaga do PartidoDemocrata no pleito nacional, caso esse se torne o adversáriooficial de McCain. Um membro do comitê de campanha do republicano afirmou queMcKinnon havia notificado o órgão de sua decisão, mas não quisfazer maiores comentários a respeito. Os assessores de McCainpreviam havia alguns meses que McKinnon pedisse demissão e nãoficaram surpresos com a decisão dele. Obama, senador pelo Estado do Illinois, continua disputandocom Hillary Clinton, senadora pelo Estado de Nova York, odireito de enfrentar McCain nas eleições presidenciais denovembro. Projeções mostraram que o pré-candidato perderia as préviasde terça-feira no Kentucky, mas que venceria a disputa noOregon. Os votos que conquistaria nos dois Estados, segundo asprevisões, lhe dariam uma vantagem insuperável em termos dedelegados eleitos para a convenção do Partido Democrata,marcada para agosto e na qual a legenda escolherá seucandidato. Nem Obama e nem Hillary devem eleger um número suficientede delegados para ficar com a nomeação, o que deixará a corridapara ser decidida pelos superdelegados do partido, figurasimportantes que votam conforme bem entendem. O Cox News Service informou que McKinnon havia dito aMcCain na metade do ano passado que não trabalharia para ele emuma eleição geral caso Barack Obama fosse o candidato dosdemocratas. "Simplesmente, não quero trabalhar contra uma candidaturaObama", teria sido o assessor então. À época, Obama e McCain pareciam não ter grandes chances deconquistar as vagas de seus partidos para a eleição nacional. No domingo, McKinnon afirmou ao Cox News que continuará adar apoio a McCain. "Ainda pretendo aparecer de vez em quando econversar com o candidato. Mas não sobre Obama."

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