Estrela da oposição propõe consenso e um novo peronismo

Sergio Massa, eleito deputado na Província de Buenos Aires, disse que é preciso reconhecer as diferenças ideológicas

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires,

28 de outubro de 2013 | 23h07

BUENOS AIRES - O deputado eleito Sergio Massa, líder da Frente Renovadora, sublegenda peronista responsável pela derrota do governo na Província de Buenos Aires, disse ontem que pretende comandar mudanças na política do país para "construir consensos".

Massa, de 41 anos, crítico da política de confronto da presidente Cristina Kirchner, afirmou que "a Argentina começa biologicamente a ter como principais protagonistas políticos os filhos da democracia que retornou ao país em 1983". "São líderes que eram crianças quando ocorreram os processos de fortes antagonismos (dos anos 70). E isso dá para a minha geração uma liberdade de critérios."

Segundo ele, "é preciso definir um peronismo do século 21", em contraposição aos atuais líderes peronistas, forjados nas divergências políticas de quatro décadas atrás.

Massa, que acaba de renunciar à prefeitura de Tigre, negou que esteja pensando na Casa Rosada, mas afirmou que planeja ampliar seu partido para além da Província de Buenos Aires.

Equipe. Na contramão dos partidos tradicionais argentinos, Massa declarou que pretende que sua força política englobe pessoas de diversas tendências. "Temos de reconhecer aqueles que pensam diferente", disse o líder peronista, que se declara admirador da última fase do presidente Juan Domingo Perón (1973-74). "Perón, ao voltar do exílio, abraçou Ricardo Balbín (líder da União Cívica Radical, velha inimiga do peronismo)."

O parlamentar, que foi chefe do gabinete de Cristina, em 2009, e rompeu com o governo no primeiro semestre deste ano, declarou que é preciso acabar com o costume do "personalismo" na Argentina. "Chegou a hora do trabalho em equipe", afirmou Massa.

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