REUTERS/Kyodo
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Estudante americano é libertado de prisão norte-coreana, diz Tillerson

Otto Warmbier, de 22 anos, havia sido condenado a 15 anos de detenção com trabalhos forçados; família alega que ele deixou local em coma

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 12h13

WASHINGTON - A Coreia do Norte soltou o estudante americano Otto Warmbier, que estava preso desde janeiro de 2016, informou nesta terça-feira, 13, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.

Warmbier, que estudava na Universidade de Virgínia e morava em um subúrbio de Cincinnati, cumpria pena de 15 anos de prisão com trabalhos forçados por supostos atos contra o Estado.

Segundo Tillerson, o estudante já está voltando para os EUA, onde se reunirá com sua família. O comunicado indica que o Departamento de Estado garantiu a libertação do americano por ordem do presidente Donald Trump.

Warmbier, de 22 anos, estava detido há 17 meses e, segundo sua família, foi removido em coma da prisão, informou o jornal The Washington Post. Ele estaria assim há mais de um ano, pouco depois de sua última aparição pública em março de 2016.

A família foi informada que ele havia sofrido um caso de botulismo logo após o julgamento e tomou uma pílula. O estudante não acordou desde então.

"Nosso filho está voltando para casa”, disse Fred Warmbier. “Neste momento, estamos tratando isso como se ele tivesse sofrido um acidente. Veremos nosso filho Otto hoje à noite.”

O estudante comemorava o Ano-Novo na Coreia do Norte, mas em sua última noite em Pyongyang, ele teria ido a um andar permitido somente a funcionários do hotel em que estava e tentado remover um grande cartaz de propaganda que elogiava o regime de Kim Jong-un.

Otto Warmbier foi acusado de “atos hostis contra o Estado” e, depois de um longo julgamento, foi sentenciado a 15 anos de prisão com trabalhos forçados.

Tillerson disse que o Departamento de Estado seguirá negociando a libertação de outros três americanos detidos na Coreia do Norte. O anúncio foi feito em meio à viagem do ex-jogador de basquete americano Dennis Rodman ao país. / REUTERS, AP e WASHINGTON POST

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