Estudante é morto a tiros na Venezuela

Chavista é atingido por disparos durante votação acadêmica

AP, AFP e Efe, CARACAS, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

As autoridades venezuelanas anunciaram ontem que vão investigar as condições nas quais morreu o estudante de direito Luiz Vásquez, de 21 anos, durante um ataque a tiros na noite de quarta-feira na Universidade de Carabobo (UC), norte da Venezuela. Acredita-se que o ataque esteja ligado às eleições internas da instituição de ensino.Vásquez - aluno do 1º ano do curso de direito e militante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Hugo Chávez - ficou gravemente ferido após ser atingido com um tiro no ombro esquerdo. O jovem morreu antes de chegar a um hospital próximo da universidade.O secretário da UC, Pablo Aure, afirmou que, ao cair da noite, por volta das 19 horas locais (20h30 de Brasília), um "grupo de delinquentes" armados invadiu o prédio da Faculdade de Ciências Jurídicas e Políticas para "atentar contra as instalações e contra a vida" dos que estavam ali presentes. No momento, estavam sendo realizadas eleições para escolher autoridades acadêmicas e, segundo Aure, o grupo de pistoleiros aproveitou a ocasião para pegar as urnas e jogá-las do alto do prédio.As aulas na UC, localizada na cidade de Valência, foram suspensas. A direção da universidade fez um apelo aos órgãos de segurança para que controlem os acessos ao centro universitário, já que não podem ocupar as instalações - resguardadas pelo princípio de autonomia universitária. A polícia já foi mobilizada e está na região para iniciar as investigações.A Federação Bolivariana de Estudantes (FBE) também se manifestou, afirmando que pedirá ainda hoje uma intervenção do Ministério da Educação na UC."Grupos de diferentes organizações estudantis se dirigirão sexta-feira (hoje) à sede do Ministério da Educação para pedir ao ministro Luis Acuña que ocorra uma intervenção nas instalações do centro de estudos, que se encontra rodeado de máfias e grupos armados", disse o presidente da FBE, Carlos Sierra.MUDANÇA DE NORMASO presidente Chávez anunciou que criará uma série de empresas estatais para substituir as prestadores de serviço que trabalham no ramo petroleiro. Durante um evento com governadores na quarta-feira, Chávez disse que eliminará os intermediários que operam em conjunto com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).O país é o quarto maior fornecedor de petróleo para os EUA e tem contrato com milhares de empresas que realizam trabalhos diversos no setor, como a administração da exploração de petróleo.A empresa americana Helmerich & Payne disse que paralisou suas operações em duas plataformas por atrasos de pagamento da PDVSA.

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