Doug Mills / The New York Times
Doug Mills / The New York Times

Estudante é retirado de comício de Trump por expressões faciais e viraliza nas redes sociais

Apelidado de ‘garoto da camisa xadrez’, Tyler Linfesty foi orientado por policiais a ‘ir embora e não voltar’

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 11h28

BILLINGS, EUA - Um estudante americano de 17 anos ganhou destaque nas redes sociais após aparecer atrás do presidente Donald Trump durante um comício de campanha com expressões faciais que pareciam duvidar do que estava sendo dito pelo republicano.

Os internautas se apressaram a atribuir significado às sobrancelhas levantadas do jovem, junto a caretas e negativas feitas com a cabeça, interpretando os olhares dele como descrença, desinteresse ou hostilidade em relação a Trump. O estudante foi identificado como Tyler Linfesty, que cursa o ensino médio na Billings' West High School.

Apelidado de “garoto da camisa xadrez” em razão da roupa que usava no dia do evento, Linfesty disse que ficou surpreso ao ser selecionado para um lugar VIP na plateia. Ele contou que recebeu instruções para sorrir e aplaudir, mas “eu tinha que ser honesto com as minhas convicções”. 

“Eu realmente não tinha planejado nada”, explicou. “Iria aplaudir somente as coisas com as quais concordo.”

Após as reações do jovem terem atraído a atenção dos organizadores do comício, Linfesty e dois amigos foram retirados do local e substituídos por apoiadores mais entusiasmados com o discurso de Trump.

Escolha e checagem de identidade

Apesar de ser democrata, Linfesty disse que não queria perder a chance de ver um discurso do presidente dos EUA, então ele e os amigos se inscreveram para participar do evento de quinta-feira, 6.

Na manhã deste dia, o estudante recebeu um e-mail dizendo que havia sido selecionado com status VIP, o que previa um encontro com Trump e acesso a um assento especial. Linfesty disse que não pediu isso na inscrição e acredita que foi escolhido ao acaso.

Ele tirou uma foto com o presidente antes do comício e perguntou aos organizadores do evento se ele e os amigos podiam se sentar juntos atrás do palco. 

Após ser retirado do local, o estudante disse que foi encaminhado a policiais e a oficiais do Serviço Secreto para que tivesse sua identidade checada. Depois de 10 minutos, “eles me disseram respeitosamente para ir embora e não voltar”. A campanha de Trump não comentou o caso.

Reveja: Trump reage a artigo do NYT

Normalmente, não é qualquer pessoa que pode ficar atrás dos candidatos durante os comícios, explicaram especialistas em campanhas. O acesso a essa área é controlado e geralmente reservado a pessoas notáveis, políticos locais e voluntários da campanha. Às vezes, membros da comunidade local são convidados para transmitir um senso de autenticidade ao evento. / AP e NYT

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