Estudante egípcio é morto em protesto contra Powell

Um estudante morreu e mais de cem ficaram feridos hoje nos mais violentos protestos no Egito desde que Israel deu início às operações contra os palestinos. Os protestos eram contra a visita ao país do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell.Foi o primeiro egípcio morto e o terceiro no mundo árabe em quase duas semanas de protestos contra Israel e os Estados Unidos, vistos como partidários do Estado judeu.O egípcio foi morto com um tiro no peito durante uma passeata de pelo menos 8 mil estudantes da Universidade de Alexandria que saiu do campus e se dirigia ao Centro Cultural Americano, na cidade portuária de Alexandria. Seu nome e idade não foram revelados.Normalmente, tropas de choque têm usado gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar as multidões. Não ficou claro se hoje a polícia usou munição real ou balas de borracha contra os manifestantes.Os estudantes protestavam contra a visita de Powell, gritando "Powell não é bem-vindo". Eles distribuíram panfletos chamando os Estados Unidos de "país do crime, do terrorismo e da traição".Mais de cem estudantes foram sufocados com gás lacrimogêneo e foram feridos por cassetetes, segundo a polícia. Os confrontos tiveram início no começo da tarde e se estenderam até a noite. Os estudantes também queimaram bandeiras de Israel e dos EUA.No domingo, morreu um manifestante em Bahrein que havia sido ferido por bala de borracha durante protestos diante da embaixada dos EUA. Na Jordânia, um menino palestino de 11 anos também morreu no domingo devido a um ferimento na cabeça ocorrido durante uma manifestação anti-Israel realizada na sexta-feira no campo de refugiados onde vivia.Também hoje em Alexandria, centenas de integrantes de sindicatos trabalhistas saíram às ruas com cartazes denunciando os ataques de Israel e a visita de Powell."Ele está aqui para participar do enterro de um assassinado" disse Ali Abdel-Fattah, do sindicato dos engenheiros, referindo-se ao Estado palestino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.