Estudantes chilenos encerram protesto por mudanças

Uma maratona de 1.800 horas ao redor da sede do governo foi concluída neste sábado por universitários do Chile, que realizaram este peculiar protesto para exigir mudanças na educação do país. A maratona consistia em correr por postes no entorno das ruas que circundam a sede do governo de La Moneda e começou em 13 de julho. Houve a participação de 4.500 jovens e inclusive de dirigentes políticos adultos que simbolicamente correram em adesão ao movimento estudantil.

Agência Estado

27 de agosto de 2011 | 18h10

Uma iniciativa similar ocorreu em Valparaíso, nas imediações da sede do Congresso Nacional. O protesto contou em sua última etapa com jovens de diversos países e foi encerrado com uma cadeia humana na qual participaram 400 pessoas no entorno do palácio presidencial, em Santiago.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, chamou os jovens para um diálogo direto. Universitários e secundaristas discutem a oferta do governo para uma reunião na próxima sexta-feira, com estudantes e alunos.

Dois projetos no Congresso incluem algumas das principais demandas estudantis, reduzindo de 6% para 2% a taxa de juros dos créditos com aval estatal para financiamento de estudos, além de outro projeto para reprogramar a dívida dos estudantes que receberam créditos.

Antes, o governo se negava a negociar diretamente. A mudança ocorreu na sexta-feira, após dois dias de greves nacionais convocadas pela principal central sindical chilena, com grandes marchas e vários casos de violência. Um adolescente foi morto durante os protestos. Familiares e testemunhas acusam policiais de dispararem contra o jovem morto, porém o comando policial negou a versão. Além disso, foram presas 1.394 pessoas e 206 ficaram feridas durante os protestos. As informações são da Associated Press.

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