Bagus Indahono/EFE
Bagus Indahono/EFE

Decreto migratório de Trump desencadeia protestos na Ásia e Oceania

Manifestantes se reuniram nas Filipinas, Indonésia e Austrália; atos foram pacíficos

O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2017 | 05h52

JACARTA - Estudantes da Indonésia e das Filipinas protestaram neste sábado, 4, contra a política de imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os atos ocorreram nas proximidades das embaixadas norte-americanas nas capitais desses países.

Em Jacarta, dezenas de estudantes e ativistas de grupos de direitos humanos pediram ao governo indonésio e à comunidade internacional apoio para suspender a ordem executiva de Trump, que baniu temporariamente cidadãos de sete países muçulmanos no território dos Estados Unidos. O decreto de Trump não inclui a Indonésia, o mais islâmico mais populoso do mundo, e as Filipinas, importante aliado norte-americano.

No entanto, a Indonésia é o lar temporário de cerca de 14 mil refugiados que buscam asilo em outros países. Assim, o decreto de Trump impacta significativamente as chances deles chegarem aos Estados Unidos, disse a ativista Veronica Koman, uma das organizadoras do protesto em Jacarta. "Nós estamos aqui para protestas contra a xenofobia de Trump e as políticas islamofóbicas dele", afirmou.

Manifestantes levavam cartazes com inscrições como "Estou com raiva de Trump" e "Sem banimento, sem muro".

Nesta sexta-feira, 3, o juiz federal de Seattle James Robart bloqueou temporariamente em todo o país o decreto que bane dos Estados Unidos cidadãos de Irã, Iraque, Síria, Sudão, Somália, Líbia e Iêmen.

"Na verdade, isso não é somente para muçulmanos, mas é uma guerra contra a humanidade. Porque há refugiados e imigrantes de todo o mundo, não somente de países muçulmanos, que não podem ser tratados desta forma", disse a ativista indonésia Filza Inanuma.

Um protesto similar ocorreu do lado de fora da embaixada dos Estados Unidos na capital das Filipinas, Manila. Não foi reportada violência nos atos.

Austrália

Milhares de manifestantes se reuniram na Austrália condenando a sentença do presidente norte-americano, Donald Trump, de proibir temporariamente refugiados e cidadãos de sete países a entrar nos Estados Unidos. Os laços entre os dois países ficaram tensos na quinta-feira depois que detalhes sobre um telefonema amargo entre Trump e o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull surgiram. De acordo com informações da "Reuters", Trump disse que um acordo entre as duas nações sobre o reassentamento de refugiados era "estúpido".Sob o "negócio estúpido", os Estados Unidos levariam até 1.250 requerentes de asilo em Nauru e Manus. Em troca, a Austrália levaria refugiados de El Salvador, Guatemala e Honduras.

Cerca de mil pessoas se reuniram em Sydney para protestar contra a ordem executiva sobre imigração e pedir à Austrália que feche seus centros offshore nas pequenas Ilhas do Pacífico. Os manifestantes carregavam cartazes que diziam "Tortura de refugiados, vergonha da Austrália" e "Sem paredes, sem campos, sem proibições". / AP/ REUTERS

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