Twitter @sighnatasha via REUTERS
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Estudantes de escola na Flórida onde houve massacre começam a usar mochilas transparentes

Decisão é uma medida de segurança que o distrito escolar colocou em prática por tempo indeterminado em razão do ataque conduzido pelo jovem Nikolas Cruz no dia 14 de fevereiro, no qual 14 estudantes e 3 professores foram mortos

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2018 | 14h02

MIAMI, EUA - Os estudantes do colégio de Parkland, na Flórida, onde morreram 17 pessoas em um ataque a tiros no dia 14 de fevereiro, receberam nesta segunda-feira, 2, em seu retorno às aulas bolsas plásticas e mochilas transparentes nas quais deverão levar seus pertences por tempo indeterminado.

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Após o "spring break" (período de férias de primavera dos estudantes do ensino superior nos EUA), os alunos do colégio Marjory Stoneman Douglas receberam bolsas e mochilas de graça que deverão usar obrigatoriamente para entrar com material de estudo e pessoal no centro educativo.

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Trata-se de uma das medidas de segurança que o distrito escolar colocou em prática em razão do massacre conduzido por Nikolas Cruz, de 19 anos, que matou a tiros 14 estudantes e três professores.

Os alunos que retornaram nesta manhã à escola tiveram apenas quatro pontos de acesso disponíveis até o início das aulas, quando somente um permaneceu aberto, informou o jornal Sun Sentinel.

"É um teste para ver como funciona. O processo será muito similar a quando entramos em um evento esportivo, em um espetáculo ou inclusive na Disney", escreveu Ty Thompson, diretor do colégio, em uma nota aos pais dos alunos.

Os estudantes poderão entrar com bolsas esportivas ou instrumentos musicais em estojos que não sejam transparentes, mas os pertences serão revistados.

O governador da Flórida, Rick Scott, ordenou a presença de oito agentes da patrulha de estradas e a vigilância de policiais do condado de Broward, onde está localizado o colégio.

Além do ataque a tiros, foram registrados na escola diversos incidentes posteriores que causaram inquietação e nervosismo, tais como ameaças nas redes sociais e a detenção de dois estudantes por entrarem no campus com canivetes.

A isto se soma a recente condenação a seis meses de liberdade condicional a Zachary Cruz, irmão de Nikolas Cruz, autor confesso do massacre, que foi detido por entrar nas dependências da escola, algo que tinha sido proibido pela polícia. / EFE

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