Estudantes de Hong Kong fazem boicote e pedem mais democracia

Estudantes de Hong Kong fazem boicote e pedem mais democracia

Milhares de pessoas se reuniram na Universidade Chinesa e iniciaram manifestação, um desafio ao Partido Comunista Chinês

O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2014 | 11h37


HONG KONG - Milhares de estudantes enfrentaram o calor em Hong Kong nesta segunda-feira, 22, para exigir mais democracia ao darem início a uma semana de boicote às aulas, numa demonstração da determinação da rebeldia da geração mais jovem no desafio ao Partido Comunista Chinês.

Com fitas amarelas, estudantes de mais de 20 universidades e faculdades se concentraram no campus da Universidade Chinesa, onde foram recebidos por faixas que diziam: "O boicote tem de acontecer. Desobedeçam e agarrem o seu destino".

Hong Kong, ex-colônia britânica, voltou ao domínio da China em 1997, com um alto grau de autonomia, mas o governo chinês no mês passado rejeitou as exigências de as pessoas escolherem livremente o próximo líder da cidade, o que levou a ameaças de ativistas de paralisarem o distrito financeiro como parte de sua campanha pró-democracia.

"Exigimos que o governo responda ao nosso chamado de endosso de candidatos civis", disse Alex Chow, líder da Federação de Estudantes de Hong Kong, um dos organizadores do boicote, que também pediu que Hong Kong "rejeite as falsas eleições".

Alguns dos líderes estudantis usavam camisetas pretas com as palavras "democracia agora". Professores universitários prestigiados em Hong Kong manifestaram apoio ao boicote e alguns se ofereceram para gravar palestras e publicá-las online para os alunos que faltarem às aulas.

"Enquanto o espírito da democracia permanecer vivo, não podemos e não seremos derrotados", disse Chan Kin-man, um co-fundador do movimento Occupy Central que ameaçou bloquear o coração do centro financeiro asiático para exigir completa democracia. / REUTERS

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