Roberto Candia/AP
Roberto Candia/AP

Estudantes do Chile desaprovam orçamento para educação de 2012

Movimento estudantil começou negociações com governo para conduzir reformas

estadão.com.br

30 Setembro 2011 | 20h09

SANTIAGO - Os estudantes do Chile expressaram desconfiança nesta sexta-feira, 30, de que o orçamento da educação proposto pelo governo de Sebastián Piñera para 2012 poderá atender às demandas do movimento estudantil de um sistema de ensino gratuito e de qualidade, informa a agência de notícias AFP.

 

O orçamento anunciado pelo governo chega a US$ 11,6 bilhões, o que representa um aumento de 7,2% em relação à verba destinada para a educação deste ano. Ainda assim, a cifra gera dúvidas. "Os sinais dados pelo Executivo são suficientes para percebermos que o sistema será mantido", disse Sebastián Farfán, um dirigente estudantil, à imprensa local.

 

Os estudantes criticam o sistema educacional chileno. Segundo eles, 110 mil universitários têm de recorrer a empréstimos para estudar, produto de políticas escolares instauradas pelo regime militar de Augusto Pinochet. No caso dos alunos secundários, 40% estudam em colégios públicos com pouca infraestrutura, 35% vão a escolas particulares ligadas ao governo. O resto frequenta instituições privadas.

 

Na quinta-feira, dirigentes estudantis se reuniram com o ministro da Educação, Felipe Bulnes, em um primeiro contato para negociar o início de uma mesa de diálogo. A reunião deve ocorrer na quarta-feira, quando as partes debaterão a implementação da educação gratuita no país.

 

Os estudantes chilenos expressaram seu descontentamento com o sistema educacional ocupando colégios e universidades e marchando pelas ruas das principais cidades do país. As aulas estão paradas desde maio e os manifestantes afirmaram que não voltarão às atividades escolares enquanto não se chegar a um acordo.

 

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