Estudantes em Hong Kong confrontam policiais

Estudantes em Hong Kong confrontam policiais

Os manifestantes empurraram e derrubaram oficiais de segurança, que responderam com spray de pimenta

Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 17h31

Dezenas de ativistas pró-democracia invadiram o quartel-general do governo de Hong Kong na noite desta sexta-feira, quando uma manifestação contra a recusa de Pequim de permitir reformas democráticas culminou em confusão.

Os participantes do protesto entraram à força em uma praça do complexo do governo, com alguns ultrapassando um portão e outros escalando uma cerca. Os manifestantes empurraram e derrubaram oficiais de segurança, que responderam com spray de pimenta.

Diversas pessoas, incluindo um policial, foram retiradas em macas por funcionários da Saúde. Dois estudantes, entre eles Joshua Wong, líder do grupo ativista Scholaris, foram detidos pela polícia após invadirem a praça. Cerca de 200 participantes do protesto foram cercados e expulsos pela polícia, afirmaram os organizadores do ato.

Centenas de outros manifestantes, muitos dos quais passaram o último dia da greve do lado de fora da sede do governo, permaneceram acampados nas ruas em frente ao complexo mesmo após a polícia retomar o controle da praça. Milhares de estudantes universitários que passaram a semana boicotando aulas receberam nesta sexta-feira o apoio de um grupo menor de alunos do Ensino Médio.

As cenas de tumulto ocorreram no último dia da greve estudantil para exigir que os líderes comunistas da China organizem eleições democráticas em 2017. A tensão sobre o futuro político de Hong Kong tem se intensificado significativamente desde que a ex-colônia britânica passou às mãos chinesas em 2017.

Os líderes comunistas da China prometeram o "sufrágio universal" para a região semiautônoma, mas descartaram no mês passado a ideia de permitir que os cidadãos nomeassem candidatos. Em vez disso, eles insistem que os concorrentes sejam analisados por um comitê de aliados de Pequim, em um sistema que ativistas apelidaram de "democracia falsa".

Os jovens de Hong Kong estão entre os apoiadores mais expressivos da democracia total, motivados pela desigualdade crescente que, segundo eles, ofusca suas perspectivas futuras. Fonte: Associated Press.

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