Estudantes ocupam brevemente a sede da Unesco no Chile

Um grupo de 30 estudantes do Liceu de Aplicação tomou pacificamente por cerca de uma hora o Escritório Regional de Educação da Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas (Unesco) na cidade de Providencia, no Chile.Segundo o jornal chileno La Tercera, os alunos deixaram o local após se reunirem com a diretora da Unesco no Chile, Ana Luiza Machado.Gonzalo Cabrera, representante dos alunos, afirmou que, com essa medida, eles buscam um pronunciamento mundial a respeito da educação. "Neste momento a Unesco foi tomada pelos alunos do Liceo de Aplicação com o objetivo de fazer com que a Unesco chilena adote medidas frente ao problema que está passando a educação hoje", disse o dirigente.Cabrera afirmou que os estudantes esperam ser chamados para discutir as mudanças que querem fazer na educação do país. Além disso, eles também querem que a Unesco se pronuncie sobre o que está ocorrendo com a educação no Chile, que seja lido um comunicado mundial sobre a questão e que o ministro da educação Martín Zilic resolva os problemas. "Esta tomada é justa; a Unesco-Chile não se pronunciou sobre o caso e deve fazer isso", afirmaram os alunos. Javier Ossandón, outro porta-voz, afirmou que o governo não usa seus recursos na educação, mas nos armamentos. "Para comprar uma frota de aviões bombardeiros, submarinos e fragatas eles têm dinheiro". A tomada do edifícioAinda segundo o periódico La Tercera, o grupo de estudantes chegou antes das 13h locais e pediu para que o pessoal administrativo saísse para o pátio do edifício. Permaneceram no local somente quatro funcionários - o chefe de comunicações Marcelo Aviles, o especialista regional de financiamento da educação Alfredo Astorga, o consultor Ricardo Hevia e o chefe administrativo Vicente Vidal - a quem os alunos apresentaram suas demandas. Os estudantes pediram para falar com a diretora da Unesco-Chile, Ana Luiza Machado, que chegou ao local minutos depois das 14h locais.Segundo o chefe administrativo Vicente Vidal, "entraram 30 estudantes de maneira pacífica. Em um primeiro momento eles pediram para que ficássemos. Porém, após algumas negociações, consegui que todo o pessoal fosse evacuado".O ministro da educação, no entanto, rechaçou "enérgica e categoricamente esse tipo de ação". "Não entendemos por que continua esta greve e estas mobilizações. (...) Entregamos (aos estudantes) um cronograma para demonstrar a vontade de cumprir cada um dos pontos que acordamos com eles", enfatizou.

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