Estudantes parisienses entram em choque com a polícia

Estudantes revoltados e outros manifestantes invadiram uma das escolas mais renomadas de Paris nesta segunda-feira e entraram em conflito com a polícia em um agravamento dos protestos contra Contrato de Primeiro Emprego, proposto pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin. Os protestos aconteceram um dia depois que Villepin foi à TV pedir apoio ao projeto. Segundo ele, o Contrato Primeiro Emprego é necessário para reduzir o alto índice de desemprego entre os jovens. O novo contrato de trabalho foi apresentado ao Legislativo na semana passada e passará a valer a partir de abril. A lei torna mais fácil para empregadores contratar e demitir jovens trabalhadores durante os dois primeiros anos de contrato. Cerca de 200 estudantes do ensino médio e universitário invadiram o College de France, umas das instituições de ensino e pesquisa mais renomadas do país, para reivindicar que o primeiro-ministro retire o plano, que segundo eles prejudica a estabilidade do emprego. Com a Sorbonne fechada indefinidamente e com a polícia de choque bloqueando todas as entradas, os jovens se espalharam por outros lugares de Paris. Eles atiraram pedras, blocos de cimento e metal contra a polícia de choque, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Cerca de 40 pessoas foram removidas. Não houve feridos e ninguém foi preso. Há cerca de dois quilômetros dali, 100 estudantes formaram uma corrente humana com o intuito de marchar até as escadarias da Assembléia Nacional. A tentativa também foi impedida pela polícia. A ala conservadora argumenta que a maior flexibilidade encorajaria as empresas a contratar mais jovens, mas os críticos temem que a lei crie menos estabilidade de emprego e corroa as leis trabalhistas na França. Alguns políticos e sindicatos pedem que Villepin retire a proposta e comece a negociar com os estudantes e grupos trabalhistas. Para lidar com a crescente crise, o ministro adiou uma reunião entre o governo da França e da Alemanha, marcada para a terça-feira.

Agencia Estado,

13 Março 2006 | 20h13

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