Estudantes protestam contra corte orçamentário na Itália

Milhares de estudantes bloquearam o centro de Roma hoje durante várias iniciativas de um protesto nacional contra uma proposta de cortes orçamentários no sistema universitário. A medida deve ser votada ainda hoje. Cerca de 50 mil estudantes fizeram passeatas pela capital, em uma tentativa de "paralisar" a cidade, chamada pelos organizadores de "Dia de Bloquear Tudo". Segundo a União dos Estudantes Italianos, "mais de 400 mil estudantes estão protestando por toda a Itália".

AE, Agência Estado

30 de novembro de 2010 | 15h19

A polícia bloqueou todas as entradas da Câmara dos Deputados, onde deve ser votada a proposta de reforma. Funcionários foram obrigados a redirecionar o tráfego, já que o trânsito no centro da cidade estava congestionado em várias áreas. Parte do fluxo de carros foi redirecionada para a área no entorno da Fontana di Trevi, onde geralmente só passam pedestres.

"Centenas de iniciativas contra as reformas universitárias estão sendo organizadas por todo o país", afirmou a união dos estudantes em comunicado. Segundo a entidade, havia protestos passivos, com os estudantes de braços cruzados, em universidades e monumentos, além de medidas para atrapalhar o trânsito. "Essas iniciativas têm apenas um objetivo: bloquear as propostas de cortes e reformas e evitar que a universidade pública morra", informa o texto.

Milhares de estudantes se reuniram mais cedo na Universidade La Sapienza, antes de marchar pelo centro histórico de Roma. Os manifestantes atrapalharam o trânsito em outras grandes cidades pelo país, como Turim e Palermo, com estudantes bloqueando vias ainda em Milão, Pisa e Veneza.

Em Nápoles, os manifestantes se aproveitaram da crise da falta da coleta de lixo para lançar sacos de lixo e entulho nas ruas e perto da sede do governo regional. Estudantes e acadêmicos se revoltaram contra o projeto para cortar 9 bilhões de euros e 130 mil empregos do sistema educacional. O governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi pretende realizar esses cortes até 2013. As informações são da Dow Jones.

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