Wikimedia Commons
Wikimedia Commons

Estudantes uruguaios fumam mais maconha que tabaco, diz pesquisa

Segundo levantamento feito pelo governo, 17% dos consultados consumiu maconha no último ano, enquanto 15,5% fumou tabaco

O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2014 | 10h28

 

MONTEVIDÉU - Uma pesquisa realizada pela Junta Nacional de Drogas (JND) entre mais de 11 mil jovens escolarizados no Uruguai revela uma queda no consumo de álcool e cigarros nos adolescentes de entre 13 e 17 anos, e indica que pela primeira vez o consumo de maconha supera o do tabaco.

Segundo a Sexta Pesquisa Nacional sobre Consumo de Drogas em Estudantes de Ensino Médio,17% dos consultados consumiu maconha no último ano, enquanto 15,5% fumou tabaco. A pesquisa anterior, realizada em 2011, constatava que 20,2% dos consultados tinha fumado tabaco, enquanto 12% tinha consumido maconha.

"Isso é uma realidade", disse o secretário-geral da JND, Julio Calzada, destacando que os dados estão associados a uma forte queda no consumo de tabaco. Há dez anos, 34% dos jovens fumavam cigarro.

O Uruguai adotou em 2006 uma estrita legislação que proíbe a publicidade, promoção e patrocínio do tabaco. Em 2013, o presidente do Uruguai, José Mujica, impulsionou uma lei destinada à legalização do cultivo, da distribuição e do comércio da maconha sob a regulação do Estado.

Segundo Calzada, a maconha segue com a mesma tendência ascendente desde 2003, quando se constatou que era consumida por 8,4% dos jovens.Por isso, na opinião de Calzada, o consumo de maconha não aumentou apenas a partir do início de aplicação da lei que regula seu mercado.

"A curva não disparou e isso é muito significativo", disse o diretor da JND, que rejeitou que tenha havido um momento "de alta permissividade" no uso desta substância.

Os responsáveis pela pesquisa advertiram ainda que, exceto pelo álcool, a maioria dos consumos é experimental ou ocasional. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Uruguaimaconha

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.