Estudo aponta queda de exploração de madeira ilegal

O reforço na fiscalização e regras mais duras levaram a uma forte queda na exploração ilegal de madeira no mundo, afirmou o grupo britânico Chatham House, em relatório divulgado hoje. Com isso, ficaram a salvo das serras uma grande quantidade de florestas e foi emitido menos gás carbônico.

AE-AP, Agência Estado

15 de julho de 2010 | 14h23

A ação internacional contra a exploração ilegal de madeira ajudou a proteger até 17 milhões de hectares de florestas nos últimos anos, segundo o relatório. Desde 2002, afirma o grupo, a produção global total de madeira ilegal caiu em quase 25%.

Um dos autores do estudo, Sam Lawson, disse esperar que regulamentações mais recentes, como a lei da União Europeia aprovada na semana passada, para proibir a importação de madeira ilegal até 2012, reduzam ainda mais o corte ilegal.

O relatório afirma que o corte ilegal de madeira na Amazônia caiu entre 50% e 75%, com reduções similares na Indonésia e em Camarões. Mas a situação permanece preocupante. Em 2008, cerca de 100 milhões de metros cúbicos de madeira foram ilegalmente extraídos do Brasil, Indonésia, Camarões, Gana e Malásia. Se colocadas lado a lado, as toras de madeira extraídas dariam mais de dez voltas no planeta.

Leis

Novas leis, como a aprovada nos EUA, em 2008, criminalizaram a posse de madeira ilegal. Nos países produtores, há mais fiscalização em locais como os parques nacionais da Indonésia.

Alguns ativistas, como Paulo Adário, coordenador da campanha pela Amazônia do Greenpeace, lembram que a crise internacional também teve sua responsabilidade para a redução do corte ilegal de madeira.

Boa parte dessa madeira é processada na China e retorna ao Ocidente como madeira compensada ou móveis. Os EUA, o Reino Unido, o Japão, a França e a Holanda gastaram US$ 8,4 bilhões comprando madeira ilegal em 2008, afirma o documento.

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