AFP PHOTO / HANDOUT / ALBERT BRESNIK
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Estudo decreta fim do mistério da aviadora Amelia Earhart

Cientista afirma que ossada encontrada em ilha Nikumaroro, no meio do Oceano Pacífico, em 1940, é da revolucionária aviadora

O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 20h56

Amelia Earhart foi uma aviadora revolucionária que se tornou ícone do feminismo americano. Ela morreu em 1937, ao tentar dar a volta ao mundo. Seu avião sumiu no Oceano Pacífico. Ontem, a empresa de brinquedos Mattel lançou 14 bonecas Barbie homenageando mulheres inspiradoras, entre elas Amelia.

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Depois de 81 anos,  o mistério sobre a morte da aviadora pode ter chegado ao fim. Um estudo científico divulgado ontem afirma que um conjunto de 13 ossos encontrados em 1940 na ilha de Nikumaroro, no meio do Oceano Pacífico, pertence a Amelia “com 99% de certeza”. 

Em 1940, três anos após o desaparecimento da aviadora, uma busca na ilha de Nikumaroro encontrou ossos, parte do que parecia ser um sapato de mulher, potes de vidro  e embalagens de produtos comercializados nos anos 30. O material foi enviado para análise forense, que concluiu que eles pertenciam a um “homem europeu de baixa estatura”.

Décadas depois, Richard Jantz, professor de antropologia forense da Universidade do Tennessee, analisou a ossada por seis anos. Ele desenvolveu um programa de computador que estima sexo, ascendência e outras características usando medidas do esqueleto. 

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O estudo comparou as medidas dos ossos com as de Earhart, utilizando altura, peso, estrutura corporal, comprimentos dos membros e proporções, com base em fotografias e informações encontradas em documentos de Amelia. “Os ossos de Earhart são mais parecidos com os ossos encontrados em Nikumaroro do que os de 99% dos indivíduos de uma grande amostra de referência”, afirma o estudo, publicado na revista científica Forensic Anthropology. “No caso dos ossos de Nikumaroro, a única pessoa a quem eles podem pertencer é Amelia Earhart.”

A demora para desvendar o mistério, segundo Jantz, seria em razão da evolução dos estudos de ossos. “Na época, a osteologia forense não era uma disciplina desenvolvida”, disse. O desaparecimento de Amelia deu asas a diversas teorias da conspiração. A principal dizia que Amelia e seu navegador, Fred Noonan, foram capturados nas Ilhas Marshall pelos japoneses, torturados e mortos. / W.POST

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