Reprodução/Pixabay
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Estudo mostra que Paris perdeu 1,5 milhão de turistas em 2016 em razão de ameaças terroristas

Queda no número de turistas chineses foi a mais significativa, com 268 mil a menos que em 2015

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2017 | 12h51

PARIS - Um levantamento apresentado nesta terça-feira, 21, pelo Comitê Regional de Turismo (CRT) revelou que os efeitos da ameaça terrorista fizeram a região de Paris perder 1,5 milhão de turistas em 2016 se comparado ao total de visitantes de 2015.

Segundo o órgão, em 2016 foram registrados 31 milhões de clientes em hotéis, o que representa uma queda de 4,7% com relação ao ano anterior, principalmente em razão da diminuição dos turistas estrangeiros (8,8% a menos).

Por nacionalidade, uma das baixas mais significativas foi a dos chineses, com 268 mil a menos. Também foram registradas quedas relevantes no total de japoneses, italianos e russos. Menos perceptível foi a queda de turistas espanhóis, britânicos e americanos, respectivamente.

Quanto aos franceses que se hospedam em hotéis de Île-de-France, o número se manteve quase estável. A diminuição foi de 0,8%.

De acordo com o CRT, o menor fluxo de turistas se traduziu em uma perda de quase 1,3 bilhão de euros em 2016.

Os autores do estudo ressaltaram, porém, os "sinais de recuperação" dos dois últimos meses do ano com um aumento de 12,5% dos clientes nos hotéis, ou seja, "581 mil turistas a mais". Essa tendência se manteve em janeiro, segundo os primeiros dados apresentados pelos profissionais do setor.

A perda de visitantes na capital francesa e no entorno refletiu em alguns dos principais pontos turísticos, com uma redução na venda de ingressos na Torre Montparnasse (32%), no Arco do Triunfo (24%), no Museu do Louvre (13,3%), no Museu d’Orsay (12,9%) e no Palácio de Versalhes (9,8%). Por outro lado, o Centro Georges Pompidou recebeu 9% mais público do que em 2015, aumento atribuído a uma "boa programação". / EFE

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