Estupro coletivo em Mumbai revolta a Índia

Fotojornalista de 22 anos foi atacada por cinco homens enquanto trabalhava numa reportagem; cidade é considerada uma das mais seguras do país

NOVA DÉLHI, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2013 | 02h06

Oito meses depois de um caso de estupro que chocou a Índia ter provocado uma revisão das leis contra esse tipo de crime no país, uma fotógrafa indiana foi violentada sexualmente por cinco homens ontem em Mumbai. Pelo menos um suspeito foi preso. O crime provocou protestos e causou indignação entre a população indiana. Mumbai é considerada a cidade mais segura da Índia para as mulheres.

"Um homem foi preso ontem e 20 equipes policiais estavam perseguindo quatro outros suspeitos que foram identificados", afirmou o comissário de polícia de Mumbai, Satyapal Singh. "A polícia de Mumbai fará o seu melhor para coletar todas as evidências, provas cabais, evidências científicas, para que um caso sem falhas seja levado ao tribunal. Espero que eles recebam pena máxima", disse Singh. "Também vamos solicitar ao governo que o caso seja levado a julgamento rapidamente."

No Senado, parlamentares da oposição acusaram o governo de não fazer o suficiente para proteger as mulheres, apesar das duras leis de combate aos crimes sexuais promulgadas este ano.

A vítima, que tem 22 anos, foi internada em um hospital no sul de Mumbai, onde estava em condição estável, segundo informou, no fim da tarde de ontem, um funcionário do hospital.

O ataque ocorreu pouco antes do pôr -do- sol em uma fábrica têxtil abandonada em Lower Parel, um antigo distrito industrial que é hoje um dos bairros que mais crescem na cidade, com apartamentos de luxo, shoppings e bares.

Reforma. "A mulher estava na fábrica trabalhando em uma reportagem com um colega. Os dois foram separados pelos agressores e o colega da fotógrafa foi amarrado com um cinto enquanto ela era atacada", disse Singh.

A segurança das mulheres na Índia tem sido o centro das atenções este ano, após o brutal estupro coletivo, em dezembro, de uma estudante de 23 anos dentro de um ônibus, em Nova Délhi, o que levou milhares de indianos às ruas em protesto. A mulher morreu duas semanas depois, em consequência dos ferimentos, em um hospital de Cingapura.

Após o clamor popular sobre o ataque sexual em Nova Délhi, a Índia introduziu, em março, leis mais duras contra o estupro, que incluem a pena de morte para os reincidentes e para aqueles cujas vítimas forem deixadas em "estado vegetativo". / REUTERS

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