ETA assume atentado, mas diz que cessar-fogo continua

O grupo separatista basco ETA insistiu nesta terça-feira que um cessar-fogo declarado em março ainda está em vigor, mesmo depois de ter se responsabilizado pelo carro-bomba em 30 de dezembro, que matou duas pessoas em Madri.A ETA fez esta afirmação em declaração enviada ao jornal Gara (pró-independência), que freqüentemente serve como porta-voz para os comunicados do grupo separatista.A ETA afirmou que não queria deixar vítimas no ataque, acusando o governo de não evacuar o estacionamento do aeroporto de Madri, apesar de três telefonemas de advertência indicando exatamente onde o carro-bomba estava estacionado. O aeroporto foi em grande parte evacuado, mas ambas as vítimas estavam dormindo em veículos estacionados. A organização culpou o governo espanhol e o Partido Socialista (no governo) por ´colocar obstáculos sem fim ao processo democrático´, afirmou o jornal Gara no resumo do que chamou de uma longa declaração em língua basca. Horas antes da declaração da ETA, o governo anunciou a prisão, no sul da França, de dois supostos integrantes do grupo separatista ligados a esconderijos de armas encontrados no final de dezembro e na semana passada na região basca. Estas foram as primeiras prisões desde o carro-bomba em Madri. A ETA e a ala política que o apóia haviam advertido nos últimos meses que as repetidas prisões e julgamentos de supostos membros do grupo estavam ameaçando o processo de paz, que havia sido lançado em março, com um anúncio de um cessar-fogo "permanente".

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