ETA assume autoria de atentado explosivo

O grupo separatista basco ETA assumiu o atentado explosivo contra uma casa em um complexo residencial da polícia que matou duas pessoas, entre elas uma menina de 6 anos filha de um guarda civil. Os membros do grupo armado separatista basco ETA disseram que o edifício atacado em 4 de agosto no balneário de Santa Pola era um objetivo militar legítimo. A menina Silvia Martínez, filha de um agente que trabalha nessa localidade, brincava em seu apartamento do conjunto residencial quando explodiu diante do edifício um veículo carregado de explosivos. Em uma declaração enviada na terça-feira à noite à emissora de rádio basca Euskadi Irratia, o ETA advertiu aos agentes da Guarda Civil para que retirem seus familiares das casas do conjunto residencial porque elas "são e continuarão sendo objetivos militares". Os membros do ETA advertiram os legisladores espanhóis a não votarem a favor de colocar na ilegalidade o partido Batasuna o braço político do ETA, na reunião extraordinária do Parlamento marcada para 26 de agosto. O ministro do Interior espanhol, Angel Acebes, disse que a preocupação do ETA pela existência do Batasuna demonstra que o partido - que nega ser o braço político do grupo armado - é de fato parte integral do movimento. O comunicado do ETA "equivale a uma confissão por parte do grupo terrorista", disse nesta quarta-feira Acebes na cidade de Algeciras, no sul da Espanha, segundo versões da imprensa. O ETA disse que "tomará medidas" contra os partidos que tenham instigado a legislação contra o Batasuna, em aparente referência ao governante Partido Popular e ao opositor Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Agencia Estado,

14 Agosto 2002 | 17h23

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