ETA convoca greve geral após morte de membros

O líder do grupo separatista basco ETA, Arnaldo Otegi, pediu, neste domingo, que os integrantes do grupo façam uma greve geral na turbulenta região norte da Espanha, como forma de protestar contra ações policiais após as recentes mortes de membros do ETA que estavam presos no país. Otegi disse à imprensa que pediu para que a ação seja feita na região basca durante as 24 horas da próxima terça-feira, como forma de solidariedade aos prisioneiros mortos, e "como um ato de responsabilização política e opção pacífica para a questão da solução de conflitos". Um presidiário se matou na última segunda-feira na prisão central da cidade de Cuenca e outro morreu de causas naturais na prisão de Aranjuez. Ambos estavam presos por pertencerem ao grupo separatista basco. Policiais da região, então, impediram que membros do grupo fizessem uma manifestação de apoio aos mortos. Mortes O ETA é culpado por mais de 800 mortes desde os anos de 1960 em suas violentas lutas para criar uma área basca independente. Seu último ataque fatal data de maio de 2003, quando um carro bomba matou dois policiais. Em maio último, o primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero ofereceu negociação com o ETA se ele reduzisse a violência, mas o grupo militante continuou mantendo ataques leves. Há cerca de 800 pessoas ligadas ao ETA presas na Espanha. A região basca, com cerca de 2 milhões de habitantes, é localizada no norte da Espanha, na divisa com a França.

Agencia Estado,

05 Março 2006 | 15h09

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