ETA e Farc fabricaram armas em conjunto na Venezuela, diz jornal

Investigação da polícia espanhola revela intercâmbio de informações entre os grupos armados

estadão.com.br

07 Outubro 2010 | 11h24

MADRI - O juiz da Audiência Nacional espanhola que investiga os supostos laços entre o grupo separatista basco ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) crê que as duas organizações desenvolveram e fabricaram armas juntas na Venezuela, segundo informa nesta quinta-feira, 7, o jornal espanhol El Mundo, citado pelo El Universal, da Venezuela.

 

O magistrado Eloy Velasco, que ordenou à polícia espanhola que viajasse à Colômbia para interrogar nove ex-membros da guerrilha que garantem ter conhecido separatistas bascos em acampamentos no território venezuelano, pediu às forças de segurança um relatório de perícia sobre o trabalho da ETA e das Farc no desenvolvimento de novas armas.

 

De acordo com o jornal espanhol, as investigações apontam que as duas organizações trocaram dados sobre explosivos e lança granadas, principalmente no território venezuelano, embora parte deste desenvolvimento de armas teria ocorrido também em Cuba.

 

Os grupos utilizaram granadas e morteiros similares. A ETA denomina essas armas como "Jotake-Handia", enquanto as utilizadas pelas Farc são classificadas como "cilindro bomba".

 

Recentemente, dois supostos ativistas do ETA relataram à Justiça terem recebido treinamento militar na Venezuela. As suspeitas de que Caracas teria dado abrigo à colaboração entre Farc e ETA causou atritos entre os governos. Os venezuelanos rejeitaram as suspeitas e se disseram dispostos a colaborar com as investigações.

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