ETA exige passos concretos para levar adiante processo de paz

A organização terrorista ETA reafirmou nesta terça-feira a sua intenção de levar "até o fim" o processo político iniciado com sua declaração de cessar-fogo permanente. O grupo avisou, no entanto, que se as discussões não andarem a passos firmes, as negociações podem falhar. No último "Zutabe" (boletim interno) da ETA, divulgado pela rádio e TV pública basca EiTB, o grupo assinala a necessidade de um acordo para respeitar os direitos do "Euskal Herria (País Basco) e dar voz aos cidadãos bascos", ou seja, garantir o direito à autodeterminação e ao território. A ETA acredita que a chave para resolver o conflito está no respeito à vontade dos cidadãos, e reconhece que o processo será "longo e irregular". A nota explica as razões que levaram ao cessar-fogo permanente, em vigor desde 24 de março: "incentivar um processo democrático" que represente a "mudança do status político atual". A organização pede um estudo das bases do "conflito", demonstrando a vontade de encontrar uma saída, e uma garantia da Espanha e da França de que vão respeitar os direitos dos bascos. Após um balanço das negociações anteriores, que "costumam ser longos e irregulares", a ETA afirmou que o caminho "pode ter altos e baixos e momentos de ruptura". Mesmo dizendo que seu objetivo "é levar o processo até o fim", a organização alerta que, "se não houver passos concretos nem decisões corajosas", o processo vai apodrecer. A anistia total dos presos, segundo o comunicado, "não é uma questão técnica". O novo ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, tomou posse na terça-feira e afirmou que vai trabalhar "para acabar com todo tipo de terrorismo".

Agencia Estado,

11 Abril 2006 | 20h03

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