ETA rejeita proposta do subcomandante Marcos

O grupo armado basco ETA rejeitou uma proposta apresentada pelo líder rebelde mexicano, subcomandante Marcos, para que anuncie uma trégua unilateral e realize uma conferência de paz a fim de pôr fim à violência dos separatistas na região basca. "Temos sérias dúvidas sobre a verdadeira intenção da proposta de diálogo de Marcos", diz um comunicado do ETA publicado na edição desta segunda-feira do jornal basco Gara. "Trata-se de uma manobra desesperada para atrair a atenção internacional, instrumentalizando para isto o eco de tudo que tem a ver com o conflito basco", acrescentou. Em uma carta publicada em 9 de dezembro no diário mexicano La Jornada, Marcos pediu ao ETA, em nome do movimento zapatista mexicano, que declarasse uma trégua unilateral por um período de 177 dias, a partir de 24 de dezembro de 2002. A trégua levaria a uma conferência de paz em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, que daria oportunidade ao diálogo, acrescentou Marcos em sua carta. No México, muitos colunistas de jornais de esquerda e intelectuais criticaram Marcos por este expressar publicamente seu apoio ao ETA, grupo responsabilizado pelo governo espanhol por muitos ataques terroristas. No comunicado desta segunda-feira, o ETA deixou claro seu apoio à luta de Marcos em favor dos direitos dos indígenas do estado de Chiapas (sul do México). No entanto, o ETA criticou o comandante guerrilheiro por publicar sua carta sem avisar primeiro o grupo basco. O ETA, sigla em língua basca de Pátria Basca e Liberdade - incluído na lista dos EUA e da União Européia (UE) de grupos terroristas - já assassinou mais de 800 pessoas durante sua campanha de 35 anos pela independência total do País Basco.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.