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Etiópia acusa forças da Eritréia de sequestrar turistas

Uma importante autoridade da Etiópia acusou neste sábado, 3, forças da Eritréia de terem seqüestrado cinco britânicos e 13 etíopes e os levado para um campo militar no país vizinho. Os cinco turistas, incluindo diplomatas da embaixada britânica em Adis Abeba, capital, desapareceram na última quinta-feira, em uma área remota do Chifre da África. "Eles foram levados para o distrito de Wema da província Asab na Eritréia. Isso foi confirmado por dois etíopes de origem afar que foram deixados para trás", disse Ismael Ali Sero, chefe da região administrativa de Afar, à Reuters por telefone. "Temos confirmação de que comandos vieram do campo de treinamento militar de Arat dentro da Eritréia. Eles queimaram quatro veículos e duas casas antes de saírem com o grupo." O governo da Eritréia não comentou o assunto imediatamente. A Etiópia e a Eritréia se envolveram em uma guerra entre 1998 e 2000 e vivem outra disputa sobre a fronteira que dividem. A Organização das Nações Unidas informou em janeiro que as diferenças podem gerar novas hostilidades. Governo britânicoA Inglaterra enviou uma equipe de seis representantes do Ministério das Relações Exteriores para a Etiópia para ajudar a libertar os seqüestrados. O governo britânico informou que os desaparecidos são funcionários da embaixada em Adis Abeba ou parentes de membros consulares. A equipe que viajou à cidade de Mekele, a maior da região, se une a outro grupo diplomático do Reino Unido que se dirigiu à mesma área e com a mesma missão na última sexta-feira, acrescentaram as fontes ouvidas pela EFE. Um grupo separado de sete turistas franceses também desapareceu na última quinta-feira, mas o diretor da companhia de turismo responsável pelo passeio informou que eles estão salvos. Companhias de turismo disseram que os grupos desapareceram durante vista ao nordeste da região de Afar, considerada uma das mais hostis do mundo.Motivação políticaMoradores da região acreditam que o seqüestro pode ter motivos políticos. Na região de Afar há comunidades nativas em ambos os lados da fronteira entre Etiópia e Eritréia, onde também atua um pequeno grupo rebelde.O problema central, ainda segundo as fontes, pode ser a exploração das salinas da região. Os habitantes de Afar extraem o sal com métodos tradicionais, levando-o em camelo aos mercados da região, mas o Governo quer industrializar o processo de exploração, contrariando as comunidades locais.A área onde o seqüestro aconteceu, o vale do Rift, é uma das mais baixas do planeta, localizada 200 metros abaixo do nível do mar, e também uma das mais quentes. Os geólogos acreditam que dentro de milhares de anos, ela será inundada, se transformando no fundo de um mar que pode chegar a cobrir partes da Etiópia, do Djibuti e da Eritréia.

Agencia Estado,

03 de março de 2007 | 18h28

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