EFE/ Shawn Thew
EFE/ Shawn Thew

EUA abrem caminho para retomar manobras militares com a Coreia do Sul

Apesar de não confirmar realização das atividades em 2019, secretário de Defesa americano diz que não há planos para que novos exercícios na Península da Coreia sejam suspensos, indicando que diplomacia entre Washington e Pyongyang passa por dificuldades

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 15h04

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, afirmou nesta terça-feira, 28, que o governo americano não pretende suspender novos exercícios militares na Península da Coreia - adiados em junho como "gesto de boa vontade" depois do encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un -, dando sinais de que diplomacia entre Washington e Pyongyang passa por dificuldades.

"Demos o passo de suspender vários dos exercícios militares como uma medida de boa vontade como resultado do encontro em Cingapura", afirmou Mattis. "No momento, não temos planos de suspender mais nenhum exercício", acrescentou.

Mattis explicou, no entanto, que o governo americano ainda não decidiu, de fato, se realizará manobras em larga escala na região em 2019 em conjunto com a Coreia do Sul. "Vamos ver como as negociações vão e, então, calcularemos o futuro, como avançamos", completou o secretário americano.

Os EUA suspenderam parte dos exercícios militares que faziam com a Coreia do Sul em junho, depois da cúpula de Cingapura, incluindo os previstos para agosto que teriam a participação de mais de 17 mil militares americanos.

Em junho, Trump definiu esses exercícios como "jogos de guerra" e "provocadores", um termo usado pela Coreia do Norte. Mattis tergiversou ao ser consultado sobre se a retomada desses exercícios poderia ser considerada uma provocação a Pyongyang. 

"Até respondendo a uma pergunta dessa maneira poderia influenciar nas negociações. Deixemos as negociações, deixemos os diplomatas avançarem. Todos sabemos a gravidade do assunto de que estamos tratando", afirmou.

O comentário do secretário de Defesa dos EUA, em uma rara entrevista no Pentágono, amplia as incertezas em torno das negociações de americanos e norte-coreanos.

Recentemente, a mídia estatal da Coreia do Norte criticou os EUA pelo que chamou de "movimentos militares extremamente perigosos e provocativos" nas águas do Pacífico. No fim de semana passada, Trump anunciou que a suspensão da viagem do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para Pyongyang. / AFP e NYT

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