EUA abrem inquérito sobre ataque a consulado em Benghazi

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, prometeu nesta quarta-feira uma investigação completa sobre o ataque ao consulado do país na cidade líbia de Benghazi no último dia 11. O comentário foi feito junto com o anúncio da abertura de um inquérito sobre o caso em meio a pressões, por parte do Congresso, de respostas rápidas em relação à segurança da missão e preocupações por causa do adiamento dos trabalhos do FBI.

AE, Agência Estado

03 de outubro de 2012 | 17h42

Um comitê independente de cinco membros, escolhidos por Hillary, começará a investigar ainda esta semana se a segurança do consulado era adequada e se os procedimentos necessários foram tomados antes, durante e imediatamente após o ataque, que matou o embaixador do país na Líbia e outros três norte-americanos no 11º aniversário dos atentados de 11 de Setembro.

"Os homens e as mulheres que servem este país como diplomatas merecem investigações completas e precisas, independente de seus resultados, e estou comprometida a providenciar isso a elas" disse Hillary a repórteres no Departamento de Estado nesta quarta-feira.

Legisladores republicanos alegam que a segurança do consulado era insuficiente. Dois líderes no congresso disseram que o governo Obama se recusou várias vezes a atender os pedidos de diplomatas americanos na Líbia, que exigiam mais segurança na missão.

Hillary promete que o processo será o mais transparente possível, ressaltando, no entanto, que ele não deve ser rápido. Investigações anteriores sobre ataques a missões diplomáticas demoraram meses para ser concluídas.

Pressionada por republicanos no Congresso, ansiosos por mais detalhes sobre o possível caso de negligência antes das eleições, Hillary garantiu que o Departamento de Estado dará mais informações assim que possível. Avisou, no entanto, que a comissão liderada pelo ex-presidente do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Mike Mullen, não deve ser apressada a emitir um parecer.

"Eu peço ao comitê que aja da maneira mais rápida, sem que a precisão seja sacrificada. No meio tempo, nós forneceremos o máximo de informações precisas ao Congresso e ao público. Ao longo das investigações, uma série de declarações será feita. Algumas delas se sustentarão, outras não. Eu peço a todos bastante cuidado, para que nenhuma conclusão seja tirada a partir de fragmentos de informação", pediu a chanceler norte-americana. As informações são da Associated Press.

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