REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

EUA acusam hackers de trabalharem para agência de espionagem chinesa

Marinha dos EUA e Nasa estariam entre os alvos dos ciberataques, segundo a acusação

Redação, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2018 | 15h46

WASHINGTON – Promotores públicos dos Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira, 20, dois chineses de atacar uma ampla gama de agências e corporações do governo norte-americano, incluindo a Marinha e a agência espacial Nasa, segundo um processo judicial. 

Os dois chineses, identificados como Zhu Hua e Zhang Jianguo, trabalharam na China para invadir computadores, roubar propriedade intelectual, dados comerciais e tecnológicos confidenciais, de acordo com a acusação. Autoridades dos EUA disseram que os dois trabalharam em associação com o Ministério chinês de Segurança do Estado.

Os alvos incluíram a Marinha dos EUA, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) e empresas envolvidas com aviação, espaço e tecnologia de satélites, de acordo com o documento.

Reino Unido também faz acusações

O governo do Reino Unido também acusou elementos do governo da China de uma “ampla campanha de ciberataques” contra propriedade intelectual e dados comerciais "sensíveis" na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que foi identificado como autor destes ataques digitais "maliciosos" um grupo conhecido como RPT 10, que atuaria "para o Ministério de Segurança de Estado chinês", segundo um comunicado. Este grupo "quase com certeza" segue atacando empresas globais para ter acesso a "segredos comerciais", afirma esse comunicado.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido concluiu que RPT 10 é responsável, pelo menos desde 2016, "por uma campanha de atividade contra provedores de serviços gerenciados (MSP)", empresas de gestão informática remota.

Esta campanha, que é amplamente conhecida como Cloud Hopper, buscava informação comercial sensível e de propriedade intelectual desses MSP e de seus clientes, e "é altamente provável que os acessos fossem usados para cometer espionagem comercial", afirma o comunicado emitido em Londres.

O NCSC considera "altamente provável" que o grupo "mantém uma relação duradoura com o Ministério de Segurança de Estado chinês e opera segundo os requerimentos do Estado chinês".

Nesse sentido, o ministro de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, pediu a China que acabe com essa atividade perniciosa e acusou o país asiático de violar os compromissos adquiridos com o Reino Unido em nível bilateral em 2015 e como parte do G20. / EFE e Reuters

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