EUA acusam 14 por atentado em 1996

Treze sauditas e um libanês foram acusados nesta quinta pelo atentado terrorista de 25 de junho de 1996 na Arábia Saudita com um carro-bomba que matou 19 militares americanos. O prontuário de 29 páginas e 46 acusações emitido por um grande júri federal e apresentado a um tribunal de Alexandria, Virginia, denunciou que os acusados, sob o comando de funcionários iranianos, conspiraram para matar os cidadãos americanos. "Esse indiciamento serve para destacar o compromisso do governo (do presidente George W.) Bush e do Departamento de Justiça de fazer com que os terroristas respondam às acusações", disse o secretário de Justiça, John Ashcroft. "Os americanos são um alvo de alta prioridade para os terroristas, e nosso país lutará para garantir que se faça justiça a nossos cidadãos tanto no país como no extrangeiro", acrescentou. Ele sugeriu, entretanto, que as autoridades americanas ainda não têm evidências suficientes para indiciar iranianos. Alguns dos 14 acusados encontram-se em vários países. Segundo o prontuário, já em 1993 os membros do grupo saudita Hezbollah começaram a procurar um alvo americano conveniente e determinaram que ele seria o complexo de prédios que abrigava os militares americanos perto de Dahran, Arábia Saudita, conhecido como Torres de Khobar. As acusações que pesam sobre os terroristas são assassinato, tentativa de assassinato de funcionários federais, conspiração para assassinar, destruir propriedades dos EUA e usar armas de destruição em massa, informou Ashcroft.

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