Fernando Llano/AP
Fernando Llano/AP

EUA acusam Chávez de subverter a vontade do povo venezuelano

Presidente critica 'arrogância do império'; lei que lhe permite governar por decreto será votada hoje

estadão.com.br,

16 de dezembro de 2010 | 09h47

O departamento de Estado americano criticou na quarta-feira, 15, a tentativa do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de aprovar uma lei que lhe permite governar por decreto por 12 meses. O venezuelano respondeu com críticas à "arrogância do império". A Lei Habilitante será votada hoje em segundo turno pela Assembleia Nacional, de ampla maioria chavista.

O porta-voz P.J. Crowley acusou Chávez de subverter a vontade do povo venezuelano. "Em setembro, milhões de venezuelanos exerceram seu direito democrático de votar. Foram eleições bem sucedidas e enviaram uma mensagem clara ao governo", disse Crowley.

A oposição venezuelana acusa Chávez de tentar aprovar a lei às pressas para se sobrepor à nova legislatura, que toma posse em janeiro, na qual o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) perderá a maioria qualificada de dois terços.

Os partidários do presidente alegam que a lei, prevista na Constituição de 1999, é necessária para combater as enchentes que afetam mais de 130 mil pessoas no país.

Na Organização dos Estados Americanos (OEA), a subsecretária de Estado para democracia e assuntos globais, María Otero, disse que a Lei Habilitante debilita o processo democrático.

"Esta situação nos pede para recordar os compromissos com a Carta Interamericana Democrática, que reforça a separação dos poderes como um dos elementos essenciais em uma democracia representativo", disse Otero.

Em resposta às críticas dos EUA, Chávez acusou Washington de tramar um complô para desacreditá-lo. "Temos que nos proteger da arrogância imperial", disse. " Eles repetem o discurso da ultradireita e de seus lacaios daqui".

 

Com Efe e AP

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