David McNew/Getty Images/AFP
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EUA acusam consulado chinês em Houston de ser centro de espionagem

Secretário de Estado Mike Pompeo convocou as 'nações livres' a conterem a 'nova tirania chinesa'

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 22h11

WASHINGTON- O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse nesta quinta-feira que o consulado da China em Houston, fechado esta semana por Washington, era um centro de espionagem para obter segredos comerciais, e convocou as "nações livres" a conterem a "nova tirania" chinesa.

"Fechamos o consulado porque era um centro de espionagem e roubo de propriedade intelectual", afirmou Pompeo durante discurso na Califórnia. "A China nos tirou nossa apreciada propriedade intelectual e segredos comerciais que custam milhões de empregos em todo o país."

O chefe da diplomacia americana pediu às "nações livres" do mundo que se comprometam a vencer a ameaça do que considerou uma "nova tirania" do gigante asiático.

"A China é, hoje, cada vez mais autoritária em seu país e agressiva em sua hostilidade e relação à liberdade em qualquer outro lugar", disse Pompeo, que deixou claro o alto grau de rivalidade entre as duas potências. "Se o mundo livre não muda a China comunista, a China comunista nos mudará", assinalou, lembrando a Guerra Fria.

Pompeo acusou Pequim de se aproveitar da generosidade dos Estados Unidos e de outros países ocidentais para implementar reformas e se unir à economia global nas últimas quatro décadas.

O chefe diplomático assinalou que a China rompeu os compromissos internacionais envolvendo a autonomia de Hong Kong, o Mar da China Meridional e o freio ao roubo de propriedade intelectual. /AFP

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