EUA acusam Irã de ter ''acordo secreto'' com a Al-Qaeda

Departamento do Tesouro afirma que facção envia dinheiro e militantes para Paquistão e Afeganistão

AP, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

O Departamento do Tesouro do governo americano acusou ontem o Irã de manter um "acordo secreto" com uma facção da Al-Qaeda que envia dinheiro e militantes para ataques terroristas no Afeganistão e no Paquistão. O anúncio foi feito apesar de não haver consenso entre as agências americanas de inteligência sobre esse vínculo.

"Ao expor esse acordo secreto com a Al-Qaeda estamos mostrando outro aspecto do apoio do Irã ao terrorismo", disse o subsecretário para Inteligência Financeira e Terrorismo do departamento, David Cohen.

Documentos obtidos pelo Departamento do Tesouro indicam que Ezedin Abdel Aziz Khalil, um agente da Al-Qaeda, age no Irã desde 2005 com acesso livre para transferir fundos e enviar militantes para o Afeganistão e o Paquistão.

O departamento impôs sanções a Khalil e a cinco outros suspeitos de participar da rede. O dinheiro era coletado em outros países do Oriente Médio, principalmente no Catar e no Kuwait, e enviado para Atiyah Abd al-Rahman, conselho espiritual do ex-líder do grupo Osama bin Laden.

Muitos nos serviços de inteligência duvidam que o Irã se uniria à Al-Qaeda, pois alguns militantes vinculados ao grupo, cujos membros são sunitas, veem o islamismo xiita, maioria no Irã, como uma heresia.

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