REUTERS/Marco Bello
REUTERS/Marco Bello

EUA acusam regime por morte de opositor na Venezuela

Porta-voz da sede do poder executivo americano considerou o presidente venezuelano envolvido na morte de Fernando Albán

O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2018 | 18h35

WASHINGTON - A Casa Branca condenou hoje, 10, “o envolvimento” do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na morte do opositor Fernando Albán, na segunda-feira, quando estava sob custódia das autoridades venezuelanas, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

O vice-presidente americano, Mike Pence, também publicou uma mensagem no Twitter condenando o ocorrido. “Condenamos nos termos mais fortes a morte do membro da oposição venezuelana Fernando Albán nas mãos do regime de Maduro. O regime continua a matar inocentes e os que defendem a democracia. Permanecemos com o povo venezuelano e exigimos a libertação dos presos políticos.”

A porta-voz da Casa Branca lembrou que as autoridades venezuelanas detiveram o político na sexta-feira, “após seu retorno da Assembleia-Geral da ONU, onde ele falou ao mundo sobre a importância de devolver a democracia ao povo da Venezuela”. Segundo o governo venezuelano, Albán se suicidou pulando do 10.º andar, mas o Parlamento do país, que é dominado pela maioria opositora, responsabilizou o governo de Maduro pelo “homicídio” do vereador e pediu à ONU e a Organização de Estados Americanos (OEA) que investiguem o caso.

Depois deste fato, a Casa Branca pediu “medidas diretas e críveis para restabelecer a democracia na Venezuela”.

“O governo Trump continuará aumentando a pressão ao regime de Maduro e seus integrantes até que a democracia seja restabelecida”, disse Sanders.

Centenas de pessoas foram ontem ao funeral de Albán, de 52 anos, convencidas de que ele não se suicidou como afirma o governo. Vários países, entre eles os EUA, pediram uma investigação independente do caso. 

O vereador opositor foi preso nas dependências do Serviço Bolivariano de Inteligência pela acusação de ter participado no atentado fracassado contra Maduro em 4 de agosto. Albán era vereador no município de Libertador, sede de todos os poderes públicos e considerado reduto do chavismo. /EFE e AFP

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