EUA acusam sauditas e depois pedem ajuda

O governo americano pediu autorização ao governo da Arábia Saudita para interrogar um funcionário da autoridade aeroportuária do país, Omar Bayoumi, suspeito de ligação com os atentados de 11 de setembro de 2001. O pedido foi anunciado pelo chanceler saudita, Saud al-Faisal, depois de o presidente George W. Bush ter se recusado a divulgar o conteúdo de um trecho de 28 páginas de um relatório sobre os atentados - trecho que acusa autoridades sauditas de cumplicidade com os ataques a Nova York e Washington. Os sauditas pediram acesso ao relatório e queixaram-se de que não podem rebater acusações que não podem ver. A recusa de Bush causou consternação, mas depois de uma reunião com a assessora de Segurança Nacional de Bush, Condoleezza Rice, Al-Faisal disse que lamentava, "mas compreendia", a decisão americana. Saud al-Faisal havia reagido à acusação do relatório, divulgada sem maiores detalhes na semana passada, dizendo que se tratava de ?um ultraje a qualquer senso de justiça? e disse que seu país havia sido acusado, ?de maneira injusta e mórbida?, de cumplicidade nos ataques. ?Vinte e oito páginas em branco agora são consideradas evidência sólida para proclamar a culpa de um país que tem sido amigo e parceiro dos Estados Unidos por mais de 60 anos?, disse o ministro. Sobre o interrogatório de Bayoumi, o ministro saudita disse que os agentes da CIA e do FBI baseados em seu país poderiam fazer as perguntas que quisessem ao funcionário. Segundo o ministro, Bayoumi já foi interrogado por americanos, britânicos e sauditas e "nenhuma prova" foi encontrada.

Agencia Estado,

29 Julho 2003 | 19h32

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