EUA admitem 'ajuste' em escudo antimísseis

Os Estados Unidos anunciaram um "importante ajuste" no controverso projeto da administração do então presidente George W. Bush para a construção de um escudo antimísseis no Leste Europeu. Um porta-voz do Pentágono confirmou hoje que Washington realizará "um grande ajuste e uma melhoria no sistema antimísseis europeu". Porém, uma alta fonte da Defesa norte-americana disse que a intenção é adotar um sistema mais "versátil" que o anteriormente planejado. A fonte falou sob condição de anonimato.

AE, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 12h13

Mais cedo nesta quinta-feira, o primeiro-ministro interino checo, Jan Fischer, chegou a dizer, em entrevista coletiva, que a iniciativa da construção do escudo antimísseis havia sido cancelada. "Pouco após a meia-noite eu fui informado em um telefonema pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que (sua) administração decidiu desistir do plano do escudo antimísseis (na República Checa e na Polônia)", relatou Fischer.

A iniciativa da construção do sistema no Leste Europeu é fortemente rechaçada pela Rússia, apesar de os EUA argumentarem que ele seria apenas uma proteção contra um eventual ataque do Irã. O diário "The Wall Street Journal", que antecipou a notícia, informou que os EUA justificarão a decisão dizendo que o programa de mísseis de longa distância do Irã não avançou tão rapidamente quanto o esperado, reduzindo a ameaça aos EUA e às maiores capitais europeias.

Funcionários norte-americanos divulgaram que informarão aos seus parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, capital da Bélgica, sobre o futuro dos planos do escudo antimísseis. Os funcionários dos EUA foram recebidos, a partir das 11 horas (horário de Brasília), pelos 28 embaixadores da Otan e "os informarão sobre o ponto de vista norte-americano" nesse tema, segundo um diplomata da Otan. As informações são da Dow Jones.

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