EUA admitem danos do CO2 e avaliam nova lei ambiental

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) declarou hoje que os gases poluentes são um perigo à saúde pública e ao bem-estar. Mesmo que pareça óbvia, a constatação poderá levar a novas regulamentações das emissões no país. A decisão também contou com uma forte oposição de grupos econômicos e congressistas, que temem que as novas regulamentações possam sobrecarregar a economia.

AE, Agencia Estado

07 de dezembro de 2009 | 17h41

"Essas longas e atrasadas conclusões marcam 2009 na história como o ano em que o governo americano começou a enfrentar o desafio da poluição dos gases e tomou a oportunidade para fazer uma reforma em direção à energia limpa", disse a administradora da EPA, Lisa Jackson, em comunicado.

As conclusões preparam a regulamentação das emissões de gases poluentes por meio da Lei do Ar Puro. Alguns especialistas alertam que ela será bem mais drástica que a legislação preparada pelo Congresso sobre a mudança climática.

A decisão que declara oficialmente o dióxido de carbono (CO2) um perigo coloca pressão renovada sobre os congressistas para que aprovem uma lei que corte as emissões. Lisa disse que ela prefere que o Congresso tome a ação, mas afirmou também estar preparada para ir em frente na ausência de uma lei.

A chamada "conclusão de perigo" anunciada por Lisa, é necessária para que sejam feitos novos padrões de emissão para os automóveis, enquanto abre espaço para que grandes poluidores, como usinas termelétricas, refinarias de petróleo e indústrias químicas limitem a sua produção de dióxido de carbono e outros gases.

A decisão controversa, que a administração indicou tomaria mais cedo neste ano, vem durante a abertura da cúpula mundial sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global em Copenhague, Dinamarca. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participará da cúpula em 18 de dezembro, no encerramento da reunião. Antes, Obama apenas faria uma rápida visita ao evento no dia 9.

"Depois de conversar com outros líderes e do progresso obtido nas negociações, o presidente acredita que a contínua liderança americana pode ser mais produtiva por meio de sua participação no fim da cúpula de Copenhague em 18 de dezembro do que (uma passagem pela capital dinamarquesa) em 9 de dezembro", diz nota à imprensa distribuída pela Casa Branca. As informações são da Dow Jones.

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