EFE/EPA/STRINGER
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EUA admitem que ataque em Cabul foi um erro e matou dez civis e crianças

Chefe do Comando Central, general Kenneth McKenzie, disse que o ataque tinha como alvo uma suposta operação do braço afegão do EI contra o aeroporto de Cabul

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2021 | 16h49
Atualizado 17 de setembro de 2021 | 18h53

WASHINGTON - Os Estados Unidos admitiram ter cometido um erro ao lançar um ataque com drone contra supostos militantes do grupo Estado Islâmico em 29 de agosto em Cabul, no qual morreram dez civis - entre eles, sete crianças. O Pentágono afirmou ter se tratado de um erro trágico e se desculpou. 

O chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general Kenneth McKenzie, disse que o ataque tinha como alvo uma suposta operação do grupo extremista EI-Khorasan contra o aeroporto de Cabul sobre a qual a inteligência americana tinha uma "certeza razoável".

"O ataque foi um erro trágico", disse McKenzie aos jornalistas depois de uma investigação. O Pentágono estava considerando indenizações às famílias dos civis mortos, disse McKenzie. 

Relatórios que surgiram quase imediatamente após o ataque afirmaram que ele havia matado civis, incluindo crianças. Um porta-voz do novo governo Taleban do Afeganistão, Zabihullah Mujahid, disse na época que o ataque tinha matado sete pessoas.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, se desculpou pelo ataque. "Ofereço minhas mais profundas condolências aos parentes dos falecidos", declarou em nota, na qual admitiu que o homem atacado era "apenas uma vítima inocente, com os demais tragicamente assassinados".

"Pedimos desculpas e trabalharemos para aprender com esse erro terrível. Nenhum exército se esforça tanto quanto o nosso para evitar baixas civis. Quando temos motivos para crer que ceifamos vidas inocentes e, se for verdade, o admitimos", disse./AFP e REUTERS 

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