EUA advertem contra terror latino-americano

A possibilidade de que grupos latino-americanos que têm vínculos com o terrorismo internacional possam "violar as fronteiras" dos países do continente é "muito real", advertiu nesta segunda-feira o secretário de Justiça dos EUA, John Ashcroft. Por essa razão, o secretário americano alertou os governos do hemisfério a controlarem suas fronteiras e suas leis bancárias a fim de impedir a movimentação física e de fundos de financiamento dos terroristas. Ashcroft lançou seu alerta durante uma reunião, na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), dos delegados do Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE). "Grupos que têm laços com terroristas internacionais operam em nosso hemisfério, lavando suas finanças, traficando narcóticos e contrabandeando armas e munições ilegais", disse. "A possibilidade de que estes grupos possam violar nossas fronteiras com o propósito de (cometer) atos terroristas é muito real", acrescentou. Após os atentados de 11 de setembro contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e o Pentágono em Washington, e a subseqüente "guerra contra o terrorismo" iniciada com a campanha no Afeganistão, numerosas versões indicaram que a Casa Branca estaria disposta a envolver-se em maior medida na luta contra o narcotráfico e os grupos guerrilheiros na Colômbia. A versão não ganhou até agora forma oficial, mas funcionários do governo do presidente George W. Bush admitiram meses atrás que os EUA consideram a possibilidade de intervir militarmente contra ameaças terroristas em qualquer lugar do mundo. Tanto as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), como as do Exército de Libertação Nacional (ELN) e das paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), figuram na "lista negra" de organizações terroristas do governo americano. Ao falar nesta segunda-feira na reunião do CICTE, Ashcroft lembrou que os atentados de setembro último "focalizaram a atenção na crescente ameaça que para nosso hemisfério representam os terroristas que operam no âmbito internacional e global", e pediu aos países dos continente representados na OEA que "promovam ações concretas" de controle das fronteiras e de rastreamento e interceptação de financimentos para grupos terroristas. Em 11 de setembro de 2001, os ministros do Exterior do continente estavam reunidos em Lima para a assembléia geral da OEA. Naquele dia, este organismo foi o primeiro a condenar publicamente os ataques terroristas a alvos nos EUA. "Os EUA não esquecem essa oportuna expressão de solidariedade e apoio", assegurou Ashcroft, acrescentando que as medidas que estão sendo tomadas pela OEA no âmbito do CICTE marcam "um início promissor". Leia o especial

Agencia Estado,

28 Janeiro 2002 | 17h39

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