EFE/EPA/KIM HEE-CHUL
EFE/EPA/KIM HEE-CHUL

EUA advertem Coreia do Norte após lançamento de míssil

Washington afirmou que continua comprometida com aliados na região; primeiro-ministro japonês classifica ato de 'intolerável'

O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2017 | 18h34

WASHINGTON - Os Estados Unidos reagiram ao disparo de um míssil balístico feito pela Coreia do Norte na madrugada deste domingo, 12, afirmando que estão comprometidos com a segurança de seus aliados na região do Pacífico contra qualquer hostilidade da Pyongyang, disse o assessor da Casa Branca Stephen Miller, no programa de TV Fox News Sunday. 

"A mensagem é que nós vamos fortalecer e assegurar nossas alianças vitais na região do Pacífico como parte de nossa estratégia para deter e prevenir um aumento na hostilidade que temos visto nos últimos anos por parte do regime da Coreia do Norte", afirmou Miller. O míssil balístico saiu da base norte-coreana de Banghyon, na província de Pyongan do Norte, e caiu no Mar do Japão. Seu disparo foi considerado uma provocação, de acordo com o governo da Coreia do Sul, para testar a resposta de Donald Trump.

Horas após o lançamento, Trump e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, que estavam reunidos na Flórida, condenaram a ação, descrita pelo líder japonês como "absolutamente intolerável". "Quero que todos entendam e estejam cientes do fato de que os EUA apoiam 100% o Japão, seu grande aliado", afirmou o presidente americano.

O Comando Estratégico dos EUA afirmou que as forças militares do país “permanecerão vigilantes diante das provocações da Coreia do Norte". Uma autoridade americana, falando em condição de anonimato, disse que Washington esperava uma "provocação" após o início do mandato de Trump e considerará diversas opções em resposta ao teste de míssil, mas calibrada para mostrar a determinação dos EUA enquanto evitam a escalada da tensão na região.    

"Isto não foi uma surpresa. O líder da Coreia do Norte gosta de chamar a atenção em momentos como este", afirmou a fonte, se referindo ao encontro de Trump e Abe. 

Durante uma visita a Seul no início deste mês, o novo secretário de Defesa americano, James Mattis, alertou Pyongyang que qualquer ataque nuclear receberia uma resposta "eficaz e esmagadora".

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, também condenou neste domingo o lançamento do míssil e exigiu que o regime de Kim Jong-un interrompa as provocações. "Essas consistentes violações das resoluções vinculativas do Conselho de Segurança das Nações Unidas solapam a segurança regional e internacional", disse o principal responsável pela Otan, em comunicado divulgado.

O Ministério de Relações Exteriores da Itália disse ter "grande preocupação" com a ação norte-coreana. "Os repetidos testes de míssil, unidos ao desenvolvimento do arsenal nuclear contituem uma ameaça à paz e à segurança internacional".

Em outubro de 2016, Pyongyang testou mísseis Musudan duas vezes, ambos disparados a partir da mesma base aérea de Banghyon. Washington advertiu em várias ocasiões que jamais tolerará uma Coreia do Norte com armas nucleares. /AFP e REUTERS

 

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