EUA advertem que fracasso no Afeganistão ameaçaria Europa

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, advertiu nesta quarta-feira, 20, em Bruxelas, na Bélgica, que um "fracasso" da missão da Otan no Afeganistão representaria uma ameaça não só para os afegãos, mas também para os Estados Unidos e a Europa."É uma missão terrivelmente importante. Deve ter êxito para que oAfeganistão não se transforme de novo em um refúgio para o terror epara o narcotráfico que possa ameaçar nossos países", disse Hadley aos jornalistas."Fracassar seria uma tragédia para o povo afegão, mas ameaçaria a segurança tanto da Europa como da América", ressaltou o altofuncionário americano, após reunir-se com o secretário-geral daAliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer, e com os embaixadores dos países-membros da Otan.Hadley assegurou que tanto os aliados europeus como os americanos "aumentaram sua contribuição" à força Internacional de Assistência para a Segurança (Isaf) da Otan no Afeganistão."Colaboramos para que, se houver uma ofensiva na primavera(depois da redução dos ataques devido ao rigoroso inverno nohemisfério norte), seja uma ofensiva da Otan contra o Taleban, queajude a conseguir a segurança daquele país", disse Hadley, em alusão à possibilidade de os insurgentes radicais preparem umrecrudescimento das hostilidades nos próximos meses.Estabilidade e segurançaHadley destacou que a Otan é responsável pelo "componente desegurança" da "estratégia diplomática, política e econômica paratrazer a estabilidade ao Afeganistão"."Para isso tem que ser uma aliança militar com capacidadesmilitares reais e isso requer que todos nós elevemos nossacontribuição em termos de despesa, de desenvolvimento decapacidades, de solidariedade desta aliança de múltiplos países",acrescentou.Além de abordar a situação no Afeganistão, Hadley discutiu com osrepresentantes dos países aliados sobre Irã, Iraque, Oriente Médio,Líbano, Kosovo e as relações com a Rússia.O conselheiro de Segurança Nacional deve se reunir ainda nesta quarta com o alto representante da União Européia para a Política Externa e Segurança Comum, Javier Solana.

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