EUA advertem rebeldes filipinos; embaixadora fica refém

Os EUA advertiram neste sábado à noite que haverá ?conseqüências negativas imediatas? nas relações bilaterais se houver um golpe de Estado nas Filipinas. À tarde, um grupo de oficiais e soldados sublevados fortemente armado invadiu um complexo de edifícios comerciais e do setor diplomático no bairro de Makati, no centro da capital Manila e fez como reféns a embaixadora da Austrália, Ruth Pearce, quatro membros da Polícia Federal australiana e dois americanos. A Austrália anunciou que poderá enviar tropas se o governo filipino solicitar. A área fica em frente de um hotel de luxo, o Intercontinental, e abriga um dos maiores shopping centers da cidade, bancos, apartamentos residenciais e a sede local da TV a cabo CNN. Os militares espalharam explosivos ao redor do shopping e outros edifícios na área. Eles são cerca de cem, de acordo com uma rádio local, e integram unidades do Exército e da Marinha. Em um comunicado, negaram que pretendam dar um golpe de Estado, mas acusaram o governo de corrupção e exigiram a renúncia da presidente Gloria Macapagal Arroyo, dizendo ?estar preparados para morrer para forçar a mudança? no governo. O Ministério da Defesa informou que Macapagal estava reunida com seus principais assessores para avaliar a situação. A segurança do palácio presidencial foi reforçada com mais veículos blindados e tropas de elite. Os rebeldes portam fuzis e têm tanques. ?Em primeiro lugar, e mais importante de tudo: nós não queremos causar nenhum dano. Pusemos os explosivos para defender nossas posições. Mas, se tentarem retirar-nos, vão forçar-nos a usar os explosivos?, disse um oficial, em entrevista a uma TV local. ?Não pretendemos tomar o poder, só expressar nossas queixas?.

Agencia Estado,

26 Julho 2003 | 21h42

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.